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19/03/2021
Por Gabriela Cavalcanti, FSB
No domingo, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi criada pela ONU para aumentar a conscientização sobre a deficiência e reforçar a importância da defesa dos direitos, inclusão e bem estar das pessoas com Down.
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), 1 a cada 700 bebês nascem com Síndrome de Down no Brasil. Também conhecida como trissomia do cromossomo 21, a síndrome é uma condição genética. As células do corpo humano contêm 46 cromossomos (23 cromossomos vêm da mãe e 23, do pai). Na origem da síndrome, o fenômeno mais comum é a ocorrência, durante a divisão celular pós-fecundação, de um erro que resulta na presença de um terceiro cromossomo do par 21 (trissomia livre). O bebê nasce então com 47 cromossomos.
Indivíduos com a trissomia do cromossomo 21 precisam de mais atenção quanto à saúde, devido à condição genética, mas isso não é um fator impediditivo. Pessoas com esta deficiência têm vida social ativa e estão aptas para uma rotina profissional, constituir família e praticar esportes. A inclusão e conscientização são elementos principais neste processo.
As nossas portas estão sempre abertas e respeitamos às diferenças de cada um. Abraçamos o futuro e trabalhamos duro por nossa evolução. Deixamos nossas janelas abertas para aprender, desenvolver e realizar. Nos orgulhamos da nossa solidez, sonhamos com o resultado e focamos em realizá-lo.
Acreditamos também que a diversidade é o que nos faz ir além para construir uma sociedade mais igualitária.
A forma certa de falar
Você sabia que usar os termos corretos na hora de se referir à síndrome de Down combate o preconceito e promove a inclusão?! Pois é, muita gente ainda usa termos equivocados para se referir à pessoas com Síndrome de Down.
Para diminuir o preconceito e não errar na hora de falar sobre o assunto, o Movimento Down, iniciativa criada em 2012 com intuito de informar a sociedade sobre essa condição genética fez uma lista com os principais erros e a terminologia correta. E o melhor é que ela vale para outras deficiências!
| USE | NÃO USE |
| Pessoa com deficiência | Deficiente, inválido, excepcional |
| Pessoa com Síndrome de Down | Portador de Síndrome de Down, portador de retardamento mental, os Downs
Importante lembrar que uma pessoa pode portar (carregar, levar consigo) uma carteira, uma bolsa e até um vírus, mas não uma deficiência. A deficiência é uma característica do indivíduo e não pode ser deixada em algum lugar. Por isso, a pessoa TEM a deficiência. |
| Condição genética, evento genético, ocorrência genética | Doença genética |
| Pessoa com necessidades específicas | Pessoa especial, pessoa com necessidades especiais |
| Esqueça os estereótipos | Trabalhadores com deficiência são melhores, pessoas com síndrome de Down são doces, ingênuas e carinhosas |
| Palavras positivas ou neutras para especificar essa condição genética | Defeituoso, condenado, erro genético e anomalia, incapacitado, retardado |
| A probabilidade de ter uma criança com Síndrome de Down | O risco de ter uma criança com síndrome de Down |
Foto: Freepik
Perguntas frequentes sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down
Quando é o Dia Internacional da Síndrome de Down?
21 de março. A data foi criada pela ONU para ampliar a conscientização e reforçar a defesa dos direitos, da inclusão e do bem-estar das pessoas com síndrome de Down.
O que é a síndrome de Down?
Uma condição genética, também chamada de trissomia do cromossomo 21. As células do corpo humano contêm 46 cromossomos, 23 vindos da mãe e 23 do pai. Na origem mais comum da síndrome, um erro durante a divisão celular pós-fecundação resulta em um terceiro cromossomo do par 21 — a chamada trissomia livre — e o bebê nasce com 47 cromossomos.
Qual a ocorrência da síndrome de Down no Brasil?
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, 1 a cada 700 bebês nascidos no país tem a síndrome.
Qual a forma correta de se referir a uma pessoa com síndrome de Down?
“Pessoa com síndrome de Down”, e não “portador” — como lembra o Movimento Down, uma pessoa porta uma carteira ou uma bolsa, mas não uma deficiência, que é característica do indivíduo. Da mesma forma: “pessoa com deficiência” no lugar de “deficiente” ou “excepcional”; “condição genética” no lugar de “doença genética”; e “a probabilidade de ter uma criança com síndrome de Down” no lugar de “o risco”.
Que estereótipos evitar ao falar sobre o tema?
Generalizações sobre como as pessoas com síndrome de Down são ou se comportam, ainda que soem elogiosas, e termos que descrevem a condição como defeito, erro ou anomalia. A orientação do Movimento Down é usar palavras positivas ou neutras para especificar a condição genética.
Pessoas com síndrome de Down podem trabalhar e ter vida independente?
Sim. A condição genética exige mais atenção quanto à saúde, mas não é impeditiva: pessoas com síndrome de Down têm vida social ativa e estão aptas a uma rotina profissional, a constituir família e a praticar esportes. Inclusão e conscientização são os elementos centrais nesse processo.