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O que move o mundo é a inovação. Pode soar como um clichê e de fato é, se não pararmos para refletir sobre o peso dessa afirmação. Da forma como você faz compras às suas opções de lazer e modelos de transporte, saúde e educação, a vida em sociedade está em transformação acelerada. Por muito tempo, o segmento de construção e habitação postergou essa conversa, mas agora ela é inadiável, como defende Mauro Bastazin, diretor executivo da HM Engenharia.
Formado em Engenharia Química pela USP, com pós-graduação em Administração de Empresas e ênfase em Estratégia e Organização pela FGV, Mauro há dois anos lidera a HM ao lado de Sylvia Bianco. Entre suas prioridades, está o desafio de incorporar as discussões sobre inovação ao modelo de negócios e, mais do que isso, implementá-las de maneira prática sempre que detectar as oportunidades mais viáveis.
Em entrevista para o Blog Mais HM, ele fala sobre como a companhia tem tratado essa questão e sobre os desafios de pensar em como será a casa do futuro. Confira.
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Mauro, de um ponto de vista mais prático, qual tem sido a grande mudança aplicada no setor de construção civil nos últimos tempos?
Mauro Bastazin: No vetor tecnológico de produção, acredito que o método da Parede de Concreto Moldada in Loco já se mostrou um diferencial competitivo muito grande. A técnica tradicional de construção por alvenaria ainda é bastante artesanal. Com essa nova tecnologia, é possível otimizar custos e tempo de obra e reduzir em até 30% o volume de entulho gerado, o que traz ganhos de eficiência e sustentabilidade.
Como funciona essa técnica e onde ela já foi utilizada?
M.B.: Na HM, sistema é aplicado em construções de edifícios habitacionais que possuam até cinco pavimentos. Para sua implementação, utilizam-se paredes estruturais maciças de concreto que são moldadas diretamente no local das obras, com estrutura dimensionada para cada projeto específico de arquitetura do edifício.
O primeiro empreendimento construído a partir da Parede de Concreto foi o Costa Verano, no Guarujá, em 2017, e o próximo será o HM Bem Morar, na região de Ouro Verde, em Campinas. Nosso objetivo é incorporar o sistema em 80% de nossas obras no médio prazo.
Além da Parede de Concreto Moldada in Loco, existem outros métodos construtivos que se encaixam nessa concepção mais moderna e industrializada?
M.B.: Sim. Outras alternativas que devem ocupar espaço nos próximos anos são a Wood Frame e a Steel Frame, que utilizam sistemas construtivos com perfis de madeira e aço, respectivamente. Aqui no Brasil, essas tecnologias ainda não são usadas em larga escala, mas sem dúvida elas representam a perspectiva do futuro.
Agora, indo além das obras. Quando pensamos no mercado de construção, o que mais podemos prever de inovação?
M.B.: O céu é o limite! Construção e agronegócio são os últimos setores a viver uma experiência de digitalização. E é por isso que as oportunidades estão em absolutamente todas as áreas. Tenho participado de vários eventos nacionais e internacionais, em que se discutiu muito o caso das construtechs, que são as startups de tecnologia no setor da construção.
A HM tem buscado conhecer essas novas ofertas e, mais que isso, tem investido em soluções. No entanto, é preciso entender que não há projetos prontos que você simplesmente pega em uma prateleira, compra e implanta… Não é bem assim. Muitas vezes, são ideias, testes pilotos, produtos em fase de desenvolvimento que você precisa conhecer, entender, escolher e apostar no resultado na hora de implementar.
Os novos modelos trarão impactos também para a interação com os clientes?
M.B.: Esse é um ponto que eu considero prioritário. A interação com o cliente no que se refere a vendas, assistência técnica e atendimento e também a intermediação para prospecções e compras de terreno são atividades que serão realizadas por meio de inteligência artificial no futuro.
Qual outra tecnologia ou tendência mais disruptiva a HM tem incorporado em seus projetos?
M.B.: Um outro ponto importantíssimo de desenvolvimento tecnológico é a utilização de processamento de imagens. Com o uso de câmeras, principalmente de drones, é possível ir além de um acompanhamento visual das obras e estender o uso da captação de imagens para tarefas mais complexas e detalhadas, como prospecção, medição de terrenos e até mesmo previsões do que pode acontecer com o cronograma das obras.
Recentemente, fomos para a Califórnia e trouxemos algumas ferramentas e projetos com uso de drones que já estão em processo de implantação na HM. Fora isso, há também outras plataformas que ainda estamos estudando e que envolvem o uso de softwares e algoritmos para planejamento de projetos.
Você citou a viagem para a Califórnia. Há outro plano de viagem com o mesmo objetivo?
M.B.: Há, sim! E está bem próximo: já em abril eu, a Sylvia e alguns superintendentes da HM vamos embarcar em uma viagem para a China com o objetivo de buscar novas tecnologias que possam ser implementadas em nossos projetos. Estamos em busca de fornecedores globais que consigam oferecer produtos adequados para nossas especificações técnicas e que, ao mesmo tempo, trabalhem com custos mais competitivos.
As mudanças comportamentais e as disrupções tecnológicas, em sua visão, vão trazer muitas mudanças para o modelo de negócio das construtoras?
M.B.: Com certeza, sim. Não dá para fugir disso. Não acredito que seja algo que vá mudar de uma hora para outra. Mas é um ciclo, uma transição que vai acontecer naturalmente. De nossa parte, como empreendedores e gestores, nossa missão é acompanhar. E, mais do que isso, gerar informação para entender o que esse novo cliente quer e precisa.
Porque isso é o que vai gerar demanda no futuro, entende? O cliente vai buscar um lugar para morar que atenda às necessidades dele. Mas, conforme a sociedade evolui, as prioridades também mudam e ficam cada vez mais específicas. Quem for capaz de entender esses cenários e ter informações mais bem processadas conseguirá entregar soluções mais adequadas aos seus clientes.
O que você diria que coloca a HM como uma empresa do futuro, apta a atender essas novas demandas?
M.B: Acho que o nosso propósito de ser, cada vez mais, uma empresa de diversidade, de colaboração e que está preocupada em trazer pessoas diferentes para criar e ocupar novos espaços. É isso que vai fazer a diferença e não uma tecnologia material que eu vá comprar e implementar. Nosso diferencial é a capacidade de adaptação e de buscar soluções de maneira rápida e efetiva. Posso afirmar que é essa a característica da HM que vai habilitá-la a permanecer nesse futuro como uma protagonista.
Perguntas frequentes sobre inovação na construção civil
O que é Parede de Concreto Moldada in Loco?
Um método em que paredes estruturais maciças de concreto são moldadas diretamente no canteiro, com estrutura dimensionada para o projeto de arquitetura de cada edifício. Na HM Engenharia, o sistema é aplicado em prédios habitacionais de até cinco pavimentos.
Quais as vantagens da Parede de Concreto sobre a alvenaria?
Segundo Mauro Bastazin, diretor executivo da HM, a técnica tradicional de alvenaria ainda é bastante artesanal. A Parede de Concreto otimiza tempo de obra e reduz em até 30% o volume de entulho gerado, o que traz ganho de eficiência e de sustentabilidade.
Onde a HM Engenharia usou a Parede de Concreto pela primeira vez?
No Costa Verano, no Guarujá, em 2017. O empreendimento seguinte a receber o método foi o HM Bem Morar, na região de Ouro Verde, em Campinas. A meta declarada é incorporar o sistema em 80% das obras no médio prazo.
Quais outros métodos construtivos industrializados devem crescer?
Wood Frame e Steel Frame, que usam perfis de madeira e de aço respectivamente. No Brasil ainda não são aplicados em larga escala, mas são apontados como perspectiva de futuro no setor.
Como os drones são usados na construção civil?
Para além do acompanhamento visual da obra, o processamento de imagens captadas por drone permite prospecção, medição de terrenos e até previsões sobre o cronograma. A HM trouxe ferramentas e projetos com drones de uma viagem à Califórnia e os colocou em implantação.
O que são construtechs?
Startups de tecnologia voltadas ao setor da construção. Segundo Bastazin, não são soluções prontas de prateleira: costumam ser ideias, testes piloto e produtos em desenvolvimento, que exigem conhecer, escolher e apostar no resultado antes de implementar.
Onde ver as plantas e o status de obra dos empreendimentos da HM?
Na página oficial de cada empreendimento, em eme.maishm.com.br/imoveis. É lá que ficam a planta, as metragens, os itens de lazer e o estágio atual da obra — e é a fonte que vale, porque o status muda ao longo do ano.
Os apartamentos da HM Engenharia entram no Minha Casa, Minha Vida?
O enquadramento depende da renda familiar, do perfil do comprador e da análise do agente financeiro. As condições vigentes e os empreendimentos elegíveis ficam na página do Minha Casa, Minha Vida da HM Engenharia.